Decisão se deve a tensões com o Irã, disse o presidente americano nesta sexta (24). Na quinta-feira, ele afirmou não acreditar que os EUA precisassem enviar mais tropas para o Oriente Médio. O presidente Donald Trump em foto desta sexta-feira (24), na Casa Branca.
Leah Millis/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (24) que enviará cerca de 1,5 mil soldados americanos para o Oriente Médio em meio a tensões com o Irã. O gesto é, principalmente, uma medida de proteção, afirmou Trump, segundo a agência de notícias Reuters. O Pentágono afirmou que as forças não irão para o Iraque ou a Síria.
“Queremos ter proteção no Oriente Médio. Vamos enviar um número relativamente pequeno de tropas, a maioria protetoras ”, disse Trump ao deixar a Casa Branca para uma viagem ao Japão.
“Algumas pessoas muito talentosas estão indo para o Oriente Médio agora. E vamos ver o que acontece”, acrescentou.
As forças ajudariam a fortalecer as defesas dos EUA na região, segundo afirmaram duas pessoas, sob condição de anonimato, à Reuters. Elas afirmaram que o grupo incluía engenheiros.
Crise com o Irã
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, discursa na capital Teerã
HO / Presidência iraniana / via AFP Photo
O anúncio do envio vem um dia depois de Trump ter dito que não acredita que mais militares norte-americanos sejam necessários no Oriente Médio para conter a crise com o Irã. Há dez dias, o jornal americano "The New York Times" afirmou que os EUA estudavam o envio de 120 mil soldados à região, mas o presidente também negou a informação.
Na semana passada, Trump escreveu, no Twitter, um texto de ameaça ao Irã. "Se o Irã quiser brigar, será o fim oficial do Irã. Nunca ameace os Estados Unidos novamente!" Logo depois, o país persa anunciou que iria aumentar o enriquecimento de urânio que faz – depois de ter suspendido oficialmente alguns compromissos internacionais feitos sob o acordo nuclear.
No início do mês, os Estados Unidos também enviaram porta-aviões para o Oriente Médio em resposta ao que chamou de "indicações e advertências preocupantes" vindas do Irã.

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