Em segundo lugar estão os haitianos, com 19%, seguidos pelos cubanos, com 4,8%.

Embora os venezuelanos tenham obtido a maior parte das licenças de trabalho, os que realmente conseguiram um contrato formal somaram 7.181 pessoas, um número muito menor do que o de cidadãos do Haiti, que totalizaram 27.246 contratados.
O estudo reflete apenas os dados relativos a 2018, mas o número de venezuelanos com trabalho formalmente registado no Brasil pode ser maior agora.
"Somente nos primeiros meses de 2019, o movimento venezuelano foi superior a todo o ano de 2018, o que indica que o mercado de trabalho formal os está absorvendo e integrando", afirmou numa conferência de imprensa a presidente do Conselho Nacional de Migração, María Hilda Marsiaj .
O coordenador da área de Imigração e Trabalho do Ministério da Justiça, Luiz Alberto Matos dos Santos, considerou que, na medida em que o êxodo dos venezuelanos não cesse, os cidadãos daquele país rapidamente ultrapassarão os haitianos entre os refugiados contratados por empregadores autónomos e empresas no Brasil.
"O fluxo de venezuelanos aumentou vigorosamente desde 2016, então o mercado de trabalho ainda não respondeu totalmente a essa situação", disse Matos dos Santos.
Há dois anos, quando a chegada dos venezuelanos ao Brasil aumentou acentuadamente, o Governo liderado pelo ex-Presidente Michel Temer lançou a Operação Acolhida, que facilitou a entrada dos cidadãos do país vizinho e ajudou na sua integração.
Nessa operação, mantida pelo Presidente Jair Bolsonaro , que assumiu o cargo em janeiro , o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ( ACNUR ) e outras agências desse órgão cooperam, juntamente com organizações humanitárias da sociedade civil nos processos de integração dos venezuelanos no Brasil.
 
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