Equipes de resgate e autoridades acreditam que o número deve subir. Equipe de bombeiros canadenses procura por corpos de vítimas do Dorian em Marsh Harbour, nas Bahamas, na terça-feira (10).
Marco Bello/Reuters
Subiu para 50 o número de mortos pelo furacão Dorian nas Bahamas, anunciou na terça-feira (10) um porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências do país. O último levantamento era de que 45 pessoas haviam morrido por conta do furacão. A maior parte das vítimas fatais está na ilha de Grand Ábaco.
Equipes de resgate, autoridades e pessoas que tiveram que deixar suas casas acreditam que o número deve subir, à medida que mais corpos são retirados dos escombros de um bairro que ficou destruído em Marsh Harbour, em Ábaco.
Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas e cerca de 70 mil precisam de abrigo ou comida, segundo estimativa das Nações Unidas.
O Dorian chegou às Bahamas no dia 1º de setembro com ventos de 295 km/h e classificado como um furacão de categoria 5. Foi um dos furacões mais fortes da história do Caribe e é o pior desastre na história do país.
À medida que esforços de ajuda começaram, lentamente, provocando frustração entre os habitantes locais, vários bahamenses disseram que poderiam tentar emigrar para os Estados Unidos em vez de enfrentar uma reconstrução incerta em casa.
Não está claro se o governo americano, que tenta reduzir todo tipo de imigração, facilitará o caminho deles - mas alguns membros do Congresso, incluindo republicanos, pediram a suspensão de requisitos de visto para ajudar a reunificar bahamenses com parentes nos EUA.
Analistas privados estimam que cerca de US$ 3 bilhões (R$ 12 bilhões) em bens materiais segurados foram destruídos ou danificados no Caribe.

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