Desde o dia 2 de setembro , foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos nas praias do litoral nordestino , no Brasil, ao longo dos 2.250 quilómetros afetados pelas manchas de petróleo .

A informação foi avançada este domingo pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação ( GAA ), refere o G1. As autoridades ressalvam, contudo, que estes dados são relativos, uma vez que os resíduos estão a ser recolhidos na costa, juntamente com areia.
De acordo com o comandante de Operações Navais da Marinha, esta é a primeira vez que um problema desta magnitude atinge a costa brasileira.
"O acidente é totalmente inédito no Brasil. Arrisco a dizer que no mundo ocidental, também" , sublinhou. 
O mesmo responsável afirmou que as investigações continuam, havendo apenas a certeza de que as manchas de óleo não têm origem no Brasil.
"A certeza que temos é de que não é originário do Brasil. Nosso petróleo é fino e a densidade desse material é maior. Sabemos que [o derrame] teve origem no Oceano Atl â ntico , entre 500 e 600 quilómetros da nossa costa" , disse.
Segundo o último balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente ( Ibama ), divulgado este sábado, as manchas de  óleo já atingiram  200 praias, de   78 municípios de   nove  e stados  do Nordeste: Alagoas,  Bahia , Ceará, Maranhão,  Paraíba , Pernambuco,  Piauí , Rio Grande do Norte e  Sergipe .
De recordar que o ministro do ambiente brasileiro chegou a acusar a Venezuela de ser responsável pelo aparecimento das manchas . Por seu turno, a petrolífera venezuelana negou qualquer envolvimento no problema, defendendo serem "infundadas" as acusações de Ricardo Salles . 
Ainda assim, o governante insiste tratar-se de " óleo  venezuelano".  Este domingo, Ricardo Salles  usou o Twitter para agradecer a uma empresa a ajuda disponibilizada. "Agradecemos muito a ajuda da empresa, mas, infelizmente, não deu resultado para esse tipo de óleo venezuelano, mais denso e espesso", escreveu. 

Hoje testamos com a Biosolvit , cujo vídeo do produto circulou bastante. Agradecemos muito a ajuda da empresa, mas, infelizmente, não deu resultado para esse tipo de oleo venezuelano, mais denso e espesso. Seguimos dedicados ao monitoramento e retirada nas praias e no mar. pic .twitter.com/NKPHm7ItiF
— Ricardo Salles MMA (@ rsallesmma ) October 20, 2019



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