Na nota, a PGR refere que quatro dos acusados encontram-se detidos e outros quatro estão em liberdade.

A entidade não indica se entre os acusados estão os três polícias já detidos por alegada participação no homicídio, mas fonte judicial assegurou à Lusa que "a maioria dos acusados são agentes da polícia".
De acordo com o comunicado da Procuradoria-Geral da República, a acusação imputa às oito pessoas os crimes de homicídio qualificado, dano culposo e falsificação praticada por servidor público no exercício das suas funções.
Anastácio Matavele , editor executivo do Fórum de Organizações Não-Governamentais de Gaza ( Fonga ) e representante da Sala da Paz, uma plataforma de observação eleitoral, foi morto a tiro por um grupo de quatro polícias do Grupo de Operações Especiais ( GOE ) e um civil, quando saía de uma ação de formação de observadores eleitorais, na cidade de Xai - Xai .
Apesar de a PGR não referir no comunicado que divulgou hoje, o comando-geral da Polícia da República de Moçambique ( PRM ) disse na semana passada que o comandante do GOE da PRM na província de Gaza, Tudelo Guirrugo , encontra-se detido, no â mbito da investigação ao assassinato de Anastácio Matavele .
Dois dos agentes da polícia envolvidos no crime morreram, quando a viatura em que seguiam capotou, outros dois foram detidos no local, após ficarem feridos no acidente.
Um civil implicado na morte encontra-se a monte.
O homicídio de Anastácio Matavele provocou repúdio e condenação em Moçambique e fora do país, por se tratar de um ativista da sociedade civil envolvido na observação eleitoral e que morreu durante a campanha para as eleições gerais de 15 de outubro , numa província conhecida pela intoler â ncia política contra opositores da Frente de Libertação de Moçambique ( Frelimo ), partido no poder.
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