Decisão foi anunciada nesta terça (19), mas ainda cabe recurso, declarou a procuradoria. Fundador do WikiLeaks está preso no Reino Unido desde abril. O ativista Julian Assange, pouco depois da sua prisão em abril deste ano
Reuters/Peter Nicholls
A procuradoria da Suécia anunciou, nesta terça (19), que não vai prosseguir com as investigações de uma acusação de estupro contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Ainda cabe recurso da decisão.
O país arquiva já havia arquivado as apurações há dois anos, mas as investigações foram reabertas em maio. No mesmo mês, a procuradoria sueca fez uma solicitação formal de que Assange fosse detido pelo suposto crime.
O anúncio da nova suspensão das investigações foi feito pela vice-procuradora-chefe sueca, Eva-Marie Persson, depois de uma reavaliação das provas. Persson afirmou que as provas da acusadora foram consideradas críveis e confiáveis, mas que, depois de quase uma década, as memórias das testemunhas tinham ficado mais fracas.
A vice-procuradora-chefe da Suécia, Eva-Marie Persson
Jessica Gow/TT via AP
"Depois de conduzir uma avaliação abrangente do que emergiu durante o curso da investigação preliminar, faço a avaliação de que as provas não são fortes o suficiente para formar a base para a apresentação de uma acusação", disse Persson em entrevista coletiva.
Assange sempre negou a acusação contra ele, feita em 2010. Ele foi preso em abril, na embaixada equatoriana em Londres, e condenado a quase um ano de prisão em maio, por violar as condições de uma fiança, paga em 2011, ao entrar na embaixada há sete anos.
A suspensão, pela procuradoria, elimina um possível dilema para os tribunais britânicos, que poderiam ter que decidir entre pedidos de extradição simultâneos vindos dos Estados Unidos e da Suécia. Assange aguarda uma audiência, marcada para fevereiro, sobre uma extradição para os EUA. Ele é acusado de vazar documentos confidenciais do governo americano no WikiLeaks.